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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Isso realmente aconteceu?

Bom, como eu já comentei anteriormente, começo a pensar em ser au pair em algum outro país... mas ao mesmo tempo tenho minhas dúvidas, afinal de contas, não é tão fácil assim. Mas vale a pena... ou será que não?
E fico nessa questão de "vai valer a pena ou não?", sem conseguir me decidir. Oh, desgraça. Posso dizer que nesse ano que passei nos EUA (eu realmente morei lá por 1 ano? Que estranho!), a coisa que mais aprendi sobre mim mesma é: sou muito indecisa. Não me orgulho disso, mas, infelizmente, sou. Quero mudar, quero mesmo!, mas as tentativas até agora foram em vão...

Mas, enfim, vim aqui comentar que, pelo fato de estar pensando em passar mais um ano sendo escravizada num país distante, vivendo coisas diferentes e tal, comecei minha já conhecida busca por blogs de meninas que foram/são au pairs na Europa, e lembrei de como é legal imaginar, sonhar, querer visitar esses lugares que vejo por foto, mas que não são da mesma forma quando realmente estamos lá. Quero dizer, é maravilhoso poder viajar e ver coisas que você nunca imaginou ver; vivenciar momentos únicos, rir de coisas bobas e se emocionar com coisas mais bobas ainda... mas, sei lá, às vezes parece que as coisas vistas por uma tela são mais interessantes. Ok, eu devo ter algum problema por pensar assim (oi, cinéfila retardada), mas... é como eu penso.

E a parte mais bizarra de todas é: quando não estou mais vivendo tal coisa, parece que tal coisa nunca aconteceu!

Eu realmente estive com essa cara de tomate num navio de guerra?
De vez em quando, quando me deitava em minha cama demasiadamente macia para dormir, antes de abrir um querido livro para ler antes de adormecer, alguns pensamentos vinham à minha mente, e eu tentava lembrar de como era a minha vida antes de ir para os EUA, e, por incrível que pareça, não conseguia me lembrar muito bem. Parecia uma lembrança muito distante, como se eu tivesse visto a minha vida toda num filme não muito legal que não me marcou em nada, há muitos anos, e tinha vagas lembranças de como ele tinha sido... e agora acontece o mesmo.
Outro dia fui reler algumas postagens minhas aqui neste blog, e percebi que não lembrava de muitas das coisas que escrevi! Tudo bem que tenho uma teoria de que quando eu conto/escrevo algo, aquela memória sai da minha cabeça junto, fazendo com que eu esqueça daquilo que falei/escrevi, mas é tão, tão estranho!

Ok, eu começo com uma coisa e vou embolando até chegar num ponto que eu nem pensava em dizer... mas, enfim, vou parar por aqui, ou começarei a ficar mais louca do que já sou.

Desde já, peço perdão pelo post sem noção - se é que alguém ainda venha aqui.

sábado, 24 de maio de 2014

"Don't dream too far, don't loose sight of who you are..."

Digo que vou tentar ser au pair na Holanda, mas tenho de admitir que até agora não fiz nada em relação a isso. Para falar a verdade ainda não tenho certeza se devo tentar ou não... eu tenho muita, mas muita saudade da vida que eu levava lá nos EUA, mas ao mesmo tempo me pergunto se conseguirei enfrentar tudo aquilo de novo. Quero dizer, é maravilhoso estar num lugar diferente, com mil coisas novas para ver e fazer, aquela sensação de liberdade, as oportunidades que surgem, as pessoas com quem você conversa/conhece/vê, as viagens, as loucuras... mas, por outro lado, lembrar de tudo que passei, da rotina estressante, das coisas absurdas que ouvi/vi/tive de aturar, dos insane pais, das crianças mimadas... quando paro para analisar tudo, fico um pouco receosa de "largar" tudo aqui novamente e ir passar mais um ano "vagabundeando" em um país distante.
Mas ao mesmo tempo me vem à mente tudo o que eu posso fazer, tudo o que eu posso conhecer, e penso que pode ser que valha a pena tentar voltar a ser "escrava" no exterior. Au Pair é um intercâmbio maldito, mas que te proporciona momentos maravilhosos. E às vezes eu penso que é isso que importa: as boas memórias. Afinal, como já disse algumas vezes, "for what it's worth, it was worth all the while".
Os maus momentos passam - assim como os bons. Tsk, só queria não ser tão indecisa assim!


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Indecisão

Não tenho nada de interessante para postar aqui, mas, bem, estou precisando falar (escrever, whatever) sobre isso, e sei que todos já estão de saco cheio de me ouvir, então... vamos postar no blog mesmo! Hahahahah!

Pensei que nesse ponto, após 7 meses (que passaram incrívelmente rápido), já saberia se quero ou não ficar aqui por mais um ano, 9 meses, 6 meses, o que quer que seja. Mas não, não sei de nada ainda.
É tanta coisa para pensar... sinto falta da minha família, é claro. Sinto falta de fazer cosplay, sinto falta da minha casa, do meu quarto, de reclamar que está calor (mentira, sinto nada! HAHAHAHAHAH)... mas eu voltarei pra lá, de uma hora ou outra, então isso não "importa" muito.

POTO, Broadway, minha paixão.
Bom, vamos lá, analisemos a minha vida: caso eu fique aqui nessa família, continuarei perto da minha amada Broadway (que é um ponto positivíssimo), porém continuarei aqui em NY, Long Island, sem conhecer nada de "novo". Acho que por 1 ano não vale a pena estender, provavelmente ficarei entediada. Então, 6 meses? Mas com 6 meses temos apenas 1 semana de férias, talvez fosse melhor estender por 9 meses, apenas 3 meses a mais, e temos 2 semanas de férias. Mas aí eu penso: 3 meses passa tão rápido, não seria melhor estender por 12 logo e "ganhar" $2400 a mais? E é aí que volto pra "não vou conseguir ficar mais um ano aqui, porque ficarei entediada".
Caso eu tente estender com outra família... conhecerei outro lugar dos EUA, será um "recomeço", nova adaptação, novos lugares, novas pessoas, novo tudo. E isso é bom. Mas tem o contra de estar longe da coisa que mais me atrai nesse país (além do Maine, que, shame on me, ainda não conheço), que é a Broadway. Hahahahah! Mas aí, mudando tudo, creio que conseguiria ficar mais um ano, porque, como eu disse antes, tudo será "diferente".
Mas será que vale a pena ficar mais um ano? E se eu voltar pra casa? Se eu voltar, começarei a fazer algo "definitivo" pra mim, tenho de resolver o que fazer e tal... bom, não tenho nada no Brasil me esperando; não faço faculdade (nem quero fazer, obrigada), não tenho emprego me esperando, não vou casar... o Brasil pode me esperar um pouco mais.

Ok, o Brasil pode me esperar mais, mas a grande questão é: vale a pena ficar mais um ano?
Não sei. Sinceramente, é esse o problema. Não sei se ganharei algo ficando mais um ano aqui. Provavelmente não ganharei nada voltando, mas ficando também não. Inglês não está perfeito (longe disso), mas entendo o que as pessoas falam e consigo me comunicar com elas.

E também tenho a opção de voltar pra cá como au pair novamente, daqui a dois anos! Não sei se teria coragem, mas, bom, poder eu poderei...

Ai, ai... o que fazer? O quê?

sábado, 2 de fevereiro de 2013

"Should I stay, or should I go?"

É com esse título clichê que venho aqui falar que uma das decisões mais difíceis da minha vida (hahahahah, que drama!) está por ser tomada. Meu host veio falar comigo hoje, perguntar se eu quero estender com eles ou não, e disse, por favor, para eu decidir até o fim do mês. Mas a host disse que tenho até março/início de abril para decidir, porque, do contrário, eles vão começar a procurar outra au pair e tal.

Gente, é sério, estou numa dúvida maldita. Ao mesmo tempo que quero voltar pro Brasil, penso que seria legal eu ficar mais um ano, porque outra oportunidade como essa eu não terei, sabe, aproveitar esse tempo que ainda não tenho nada "certo" no Brasil me esperando e tal. E ao mesmo tempo que penso em ficar aqui em NY, com minha tão amada e acessível Broadway, penso que ir para outra família seria bom, porque assim poderia ir para outro estado e conhecer outras coisas e lugares.

Sabe, nunca quis morar em NY nem nada (queria mesmo ir pro Maine, hahahah)... e estava até cansada de ir pra NYC, mas preciso admitir que sentirei falta de ficar 2 horas no trem para chegar, ir pra Times Square e comprar ingressos com 50% de desconto para espetáculos da Broadway. HAHAHAHAHAH, MALDITA BROADWAY! POR QUE É QUE FUI RESOLVER IR ASSISTIR A MUSICAIS? Sem a Broadway, minha vida seria muito mais fácil. Muito menos feliz também, mas... muito mais fácil.

Não sei o que fazer. Não seeeeeei! E odeio ficar assim, nessa indecisão maldita. Como queria que o Erik (Fantasma da Ópera) aparecesse cantando "Wandering child, so lost, so helpless, yearning for my guidance (...)" e viesse me aconselhar! HAHAHAHAHAHAH preciso é parar de viver nesse world of pure imagination que crio para fugir do mundo e pensar no que farei da minha vida, antes que o Erik apareça dizendo "you try my patience, make your choice". Ou talvez seja isso que eu esteja esperando... hahahahahah!

"You try my patience!"

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Skype

Ok, acabei de ter a minha 1ª conversa pelo Skype. O vídeo ficou ruim, e nós ficamos conversando apenas com áudio. Ficamos mais ou menos 1 hora. Ela falou mais do que eu, mas tudo bem, hahahahah. Graças a Deus eu entendi tudo... só na hora de falar que me embolei em muitas partes. Mas foi tudo bem, ela disse que me adorou e que acha que eu serei uma boa au pair. Disse que vai conversar com o marido (que está na China, a trabalho) e vai continuar em contato comigo nos próximos dias.

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah, não sei o que quero. Estou animada e desanimada, ao mesmo tempo. Quero mas não quero ir... ai, ai.

Bom, ela parece bem legal... me tratou super bem, foi muuuito simpática, explicou tudo direitinho (além de tudo estar extremamente bem explicado no application e na carta deles), e demonstrou gostar bastante da au pair atual (uma garota da Alemanha); disse que está triste e não queria que a menina fosse embora, porque ela faz um excelente trabalho, que eles a consideram da família e blablablá. Ela ficou super animada quando disse que aqui no Brasil não temos neve, e que eu tenho essa grande vontade de ver a neve e tudo o mais. E outra coisa: quando ela estava falando sobre a alimentação, disse que não comem muita carne, e eu "ah, tudo bem, eu não gosto de carne...", ela ficou SUPER feliz, hahahah! Disse que já foi vegetariana e tal.

A criança tem 10 anos e é autista. É um menino. Ele é adotado... a mãe é estadunidense mesmo (e judia), o pai é egípcio (e muçulmano), e o menino é chinês. Eles o adotaram quando ele tinha 11 meses. Não sei se já sabiam que ele era autista, vou até perguntar qualquer dia desses.

Eles moram em Maryland, a 30 minutos de Baltimore ("Good moooorning, Baaaaaaaltimooooore"), não lembro o nome do lugar. A casa aparenta ser bem bonita, mas do quarto da au pair eu não gostei (hahahahahah). Ai, ai... vamos ver o que acontece. Eu gostei bastante dela, o schedule parece ser tranquilo, e às vezes eu penso que é mais fácil lidar com uma criança autista do que uma criança "normal". Pra quem não sabe, minha irmã é autista também, e tem 6 anos. Tenho um priminho da mesma idade dela e, nossa, lidar com ela é 1000 vezes mais fácil do que com ele, apesar do trabalho que ela dá por não saber falar, e por não aceitar certas coisas (o que o meu priminho também faz, mas tudo bem). E, nesse caso, a criança tem 10 anos e já sabe falar. Parece ser bem mais tranquilo.

Bom, mas é como eu disse: agora é conversar mais e aguardar a decisão deles...